Uma ficção original para começarNoveloa
EXEMPLO DE FICÇÃO

Ficção literária · Exemplo editorial Noveloa

A cidade que guardava silêncios

Uma história sobre escutar o que permanece quando todo o resto vai embora.

Gerar ebook como esteLeve esta ideia para o seu próprio primeiro rascunho.

A ideia original

Toda cidade tem uma história que prefere contar baixo.

Quando Lina volta à cidade onde cresceu para esvaziar a casa da avó, descobre que cada rua guarda um silêncio diferente — e que o seu próprio silêncio talvez tenha sido deixado ali de propósito.

Este exemplo parte de uma premissa curta e a transforma em uma jornada com ritmo, imagens recorrentes e espaço para descoberta.

Sumário

Seis portas para entrar na história.

Uma estrutura enxuta, com começo, deslocamento e uma chegada que deixa a próxima página aberta.

  1. 01

    A rua das janelas fechadas

    Lina retorna a Santa Bruma e percebe que a cidade parece ter aprendido a reconhecê-la antes mesmo que ela diga seu nome.

  2. 02

    O inventário dos sons

    Entre caixas e objetos esquecidos, ela encontra cadernos da avó com uma lista impossível: os sons que a cidade deixou de fazer.

  3. 03

    A menina do coreto

    Uma fotografia sem data leva Lina até o coreto da praça e à memória de uma menina que todos fingem não conhecer.

  4. 04

    O peso da água

    Uma chuva fora de época abre caminhos sob as calçadas e revela que a ausência da avó escondia uma escolha antiga.

  5. 05

    O que não foi dito

    Lina precisa decidir se devolve à cidade uma verdade guardada por décadas ou se leva o silêncio consigo para sempre.

  6. 06

    Uma casa com as portas abertas

    Ao amanhecer, a casa deixa de ser inventário e se torna passagem: para Lina, para a cidade e para tudo que ainda pode começar.

Capítulo 1

A rua das janelas fechadas

Excerto do ebook
ABERTURA
Na primeira manhã, Lina acordou antes do sino. Não porque tivesse dormido bem, mas porque a cidade fazia um barulho que ela não lembrava: o barulho de algo sendo guardado.

Pela janela do quarto de hóspedes, viu a rua estreita se esticar até a praça. As casas continuavam ali, ombro a ombro, com suas fachadas descascadas e janelas fechadas. Santa Bruma tinha passado quinze anos sem lhe pedir nada. Agora pedia a chave da casa da avó.

Lina vestiu o casaco, desceu os degraus e encontrou no bolso uma pequena fita azul. Não era sua. O tecido cheirava a chuva e tinha, bordado na ponta, um número: 17.

Na esquina, a padaria abriu a porta. O padeiro a reconheceu sem levantar os olhos. “Você voltou”, disse, como se a frase tivesse esperado por ela atrás do balcão.

A SUA VEZ

Uma ideia curta já pode carregar um livro inteiro.

Comece com o que você sabe. A Noveloa ajuda a encontrar o fio, organizar os capítulos e abrir espaço para a sua voz.

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